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Conheça Oliver, um chimpanzé quase humano

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Em 1970, um estranho chimpanzé chamado Oliver estampava as capas dos jornais e das revistas dos Estados Unidos. O diário Los Angeles Times chegou até a publicar um artigo dedicado ao chimpanzé, o anunciando como um “elo perdido, uma nova subespécie”.

O chimpanzé em questão foi adquirido com 2 anos de idade em 1960 pelos treinadores Frank e Janet Berger após ser importado do Congo africano para fazer apresentações. Porém, havia algo de diferente nesse animal: ele caminhava nas duas patas, tinha uma cara mais achatada, uma cabeça menor, menos pelos e evitava outros de sua espécie, preferindo a companhia de humanos.

Segundo dizem, sua inteligência também era muito aguçada, e quando chegou na idade adulta recusou as fêmeas de sua espécie, dando preferência para mulheres. Durante um documentário feito pelo Discovery Channel, a própria Janet comenta que Oliver tinha atração por ela desde quando ele completou 16 anos, e tentou montar e copular com ela várias vezes. Depois de diversas tentativas, ficou claro que Oliver era uma ameaça para Janet e acabou sendo vendido.

Os experimentos de Ivanov

Ilya Ivanovich Ivanov

Acreditava-se que Oliver era um resultado dos experimentos realizados pelo cientista russo Ilya Ivanovich Ivanov em 1920, que tentou, com o apoio do governo soviético, criar um “humanzé”, um híbrido entre humano e chimpanzé. Os experimentos inicialmente eram realizados inseminando fêmeas de chimpanzés e orangotangos com esperma humano, porém, com as diversas falhas, Ivanov realizou novos experimentos, dessa vez inseminando mulheres com esperma de chimpanzés.

O segundo experimento de Ivanov causou uma indignação tão grande, que ele acabou perdendo o apoio do governo e foi preso, sendo assim, os resultados do segundo experimento acabaram ficando desconhecidos. Anos mais tarde surge Oliver, o que as pessoas acreditavam ser o resultado dos experimentos do cientista.

Oliver era um “humanzé”?

Após ser vendido Oliver passou por diversos criadores e acabou sendo levado por japoneses a seu país com a desculpa de estudá-lo cientificamente, entretanto, na realidade foi explorado como uma curiosidade na televisão. Quando finalmente realizaram análises genéticas para descobrir se o chimpanzé realmente se tratava de um híbrido, descobriram que o animal tinha 48 cromossomas, assim como todos os outros chimpanzés, e não 46 como os humanos, ou 47, como se esperava em caso de ficar entre as duas espécies.

O que aconteceu com Oliver?

Oliver, chimpanzé

Depois disso, em 1989, Oliver foi adquirido pelos laboratórios de uma corporação dedicada a pesquisas com animais e passou 9 anos em uma jaula, o que resultou em uma perda severa de mobilidade. Já em 1998, uma instituição de resgate de primatas o acolheu no Primarily Primates, um santuário de animais que abriga cerca de 600 primatas.

O diretor responsável pelo santuário se interessou pela história do animal e quis realizar novos testes de genética para ter certeza de que o animal realmente se tratava de um chimpanzé, e não um híbrido. Os testes, no entanto, só confirmaram o que já tinham dito no Japão anteriormente: Oliver era 100% chimpanzé.

Já velho, cego e artrítico, Oliver passou o resto da vida em uma gaiola espaçosa ao ar livre, junto de uma chimpanzé fêmea chamada Raisin. Ele acabou morrendo no dia 2 de junho de 2012, com 55 anos de idade. Stephen René Tello, diretor executivo do Primarily Primates, declarou que o animal seria cremado e suas cinzas seriam espalhadas pelo jardim do santuário.

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Já que foi comprovado que Oliver era um chimpanzé e não um híbrido humano-chimpanzé, você acredita que esse fantástico animal tenha sido um único exemplar evoluído da espécie? Comente!

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